Seria o assessor, o jornalista que não conseguiu trabalhar na área desejada, e por falta de opção acabou sendo acolhido pela função que vem crescendo cada vez mais? Talvez sim.
Tudo o que sabemos é que existem objetivos em comum, e o assessor é tão necessário para um jornalista de redação, quanto o jornalista é para o público, só que na prática existe um velho preconceito, que assombra os profissionais da área. “o assessor é visto como um profissional pago para defender os interesses da corporação independentemente de sua ética e convicção, como se fosse um sujeito com um par de cifrões na frente dos olhos”. Na verdade a ética é questionável já que geralmente em jornais temos que seguir padrões pré-estabelecidos e um dia vamos encontrar uma parede que vai separar o que acreditamos ao que estamos impostos a fazer. E então? Desistiremos do nosso emprego, pensando em nossos valores, ou continuaremos nele pensando nos valores? O importante é não ultrapassar nossos limites éticos.
Trabalhar para consolidar uma boa imagem de uma organização pode ser confundido com a defesa do interesse pessoal. Por isso, além da transparência “o assessor tem que executar práticas que levam a veiculação da informação correta”. O que nos leva a crer que um assessor faz muito do que um repórter faz, vai colher tudo o que é necessário para transformar numa notícia de interesse público. Podendo assim, sugerir aos jornalistas uma matéria sobre tal assunto.
A maioria das informações que são divulgadas para a imprensa – seja uma campanha contra uma doença, ou algo sobre responsabilidade social –, tem um interesse pessoal da parte do assessorado, o que não tem nada demais se o que estiver sendo divulgado seja a verdade, e mais uma vez, ter essa percepção é papel do assessor de imprensa.
Existem várias funções que são padronizadas entre as agências de comunicação em que os assessores têm que ter habilidades e são instrumentos que os ajudam com sua relação com a imprensa. “Entre as ferramentas mais utilizadas pelo assessor de imprensa estão: press kit; follow up; mailing list; press release; clipping; acompanhamento on-line; media training; workshops e web sites”. Isso só mostra o quanto um assessor como qualquer outro profissional, tem que ser preparado para exercer sua função satisfatoriamente.
Thyago Furtado
Resenha – Assessoria de Imprensa: Como se relacionar com a mídia - Maria Estela Mafei.
São questões interessantes
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Merdades e Ventiras de um Febeapá
A mediocridade não é prerrogativa dos burros, medíocre serve como adjetivo a muitos que se julgam inteligentes. Falo isso com toda a certeza e concordo com Luciano Pires, autor de “Brasileiros Pocotó”.(leiam que é bom)
De um tempo pra cá, todos os meios de comunicação parecem estar sendo usados para praticar o “emburrecimento”, entregando a seus interlocutores, informações mastigadas os privando de fazer o que de mais de necessário existe: Pensar. E porque pensar é importante?. Por que absorvemos conhecimento, estimulando assim um senso crítico que falta na sociedade.
Vamos usar como um primeiro exemplo a Internet, (a bendita internet que veio para facilitar nossas vidas), facilitar em todos os sentidos, a ponto de não precisarmos mais aprender sobre os assuntos propostos, simplesmente damos uma rápida lida –, isso quando lemos – fazemos uma capa e pronto, temos a nota que precisamos.
O maior exemplo de todos é a mídia que nos trás noticias, entretenimento, etc. Enfim, um tesouro que deveria servir para produzir o conhecimento, nos trazer informações importantes, mas parando para analisar me vem uma pergunta: podemos culpar a mídia pela falta de consistência no conteúdo que ela veicula? Talvez sim, mas temos que dividir as parcelas.
É de suma relevância lembrar que não vivemos mais em uma ditadura e, temos a liberdade para escolher e filtrar o que devemos assistir, contudo, a escolha parece ter sido feita há tempos e o resultado está escancarado para todos verem: milhares de brasileiros com excesso de inteligência incubada. Mais uma prova de que queremos consumir superficialidade, o conteúdo de difícil entendimento é descartado e os Febeapás e essas merdades e ventiras invadem o espaço deixado nas lacunas que continham o que realmente nos assusta: o compromisso, a qualidade e a densidade (ou o que você preferir).
Deixando o “créu” de lado e voltando ao que realmente importa, até nas nossas manias de culpar o presidente pela situação do País, o prefeito pelas enchentes, vemos que corremos de uma responsabilidade que também compete a nós mesmos, porque é muito fácil acarretar “outros” com os problemas que poderíamos ajudar a resolver não é mesmo?
É massivo ter de “bater na mesma tecla”, mas é necessário colocar na mente das pessoas que não devemos aceitar a manipulação, devemos é questionar nossos valores, nossa ética e deixarmos de ser marionetes nas mãos de marqueteiros que se baseiam numa troca injusta onde só eles ganham o que desejam.
Atualmente com todas as ferramentas que possuímos, podemos fazer uma escolha não só consciente, mas justa de quem nos representa no poder, do que assistimos, lemos e ouvimos. E isso não é impossível, afinal o brasileiro nunca desiste.
Thyago Furtado
terça-feira, 29 de abril de 2008
A consciência geral no meio social
Um dos primeiros textos que eu escrevi na faculdade só pra começar o blog com algo.
Tropa de Elite, filme dirigido por Jósé Padilha, lidera entre os mais assistidos do país e acumulou um público de 1,6 milhão. A história é narrada por Capitão Nascimento (Wagner Moura), que depois de muitos anos servindo o Bope procura um substituto. Mas, o que mais chama atenção são os iniciantes da polícia, Neto (Caio Junqueira) e Mathias (André Ramiro), não só pelo destaque dado aos dois, mas pela garra e inocência estampadas nos rostos destes personagens.
Um dos temas abordados no filme é "consciência social", porém de uma maneira superficial, como o Capitão Nascimento narra: "estudantes ricos gostam de ajudar crianças pobres". Subentende-se que os universitários de classe média que participam de ONGs dentro de comunidades carentes não fazem pelo altruismo, mas sim pelo fácil acesso ao morro e consequentemente às drogas. O filme estampou a "realidade" dentro das favelas do Rio de Janeiro, mas não mostrou uma solução para todo o problema, isso fica por conta da "consciência social" de cada um. Então vem a pergunta: Você sabe o que é consciência social?
Um dos temas abordados no filme é "consciência social", porém de uma maneira superficial, como o Capitão Nascimento narra: "estudantes ricos gostam de ajudar crianças pobres". Subentende-se que os universitários de classe média que participam de ONGs dentro de comunidades carentes não fazem pelo altruismo, mas sim pelo fácil acesso ao morro e consequentemente às drogas. O filme estampou a "realidade" dentro das favelas do Rio de Janeiro, mas não mostrou uma solução para todo o problema, isso fica por conta da "consciência social" de cada um. Então vem a pergunta: Você sabe o que é consciência social?
Segundo a socióloga Rosineth Cantanhede "consciência social vem do conhecimento do indivíduo em relação ao seu papel na sociedade, principalmente a resposabilidade de desenvolver e aplicar essa consciência em prol de uma melhor condição do meio em que vive".
"No caso das ONGs, procuramos desenvolver um trabalho com aqueles que não estão inseridos de fato na "sociedade", estamos lutando pela inclusão" declarou o Frei David Raimundo dos Santos, um dos responsáveis pela Educafro. "O trabalho voluntário é muito importante, além de ajudar quem precisa o indivíduo vai contribuir de alguma forma para o futuro da pessoa" declara.
Da maneira que todos os estudantes de classe média são retratados em "Tropa", ou seja, como hipócritas, está fugindo do que realmente é. "Além de ajudar, deveríamos dar oportunidades, por que ajudar sem dar base para a pessoa seguir em frente, não adianta", diz Thiago Pellarin, estudante de Jornalismo.
Já para o estudante de Direito, Bruno Neves consciência social significa deixar apenas às sombras das relações sociais, e olhar as mesmas minunciosamente. Bruno usa seu conhecimento para proferir palestras na comunidade, "são relacionadas a direitos fundamentais assegurados na constituição", explica Bruno.
Sobre o filme, todos eles tem opiniões parecidas, acham superficial e tendenciosa e não combatem o problema em sua origem, apenas o mantém como está. Renato Galluzzi estudante de Marketing acrescenta: "Tropa de Elite mostra que a consciência social existe apenas para os teóricos, afinal, vender drogas para acabar com a vida de pessoas e matá-las como punição, não é a forma mais coerente de lidar com o problema".
Ao ser perguntado como demonstra consciência social, Thiago Rocco, que faz Gastronomia, diz que tenta ajudar quando pode e a maneira de fazer isso é doando roupas, brinquedos e alimentos que arrecada todo final de ano. "Acredito que não é muita coisa, mas já garante o Natal de alguns", declara.
Fica claro que esses jovens tentam interagir como um grupo, que é o que significa consciência social, e saber que todos são importantes, já que não vivemos isolados, estamos todos interligados.
Thyago Furtado
Ahh!! e um titulo que rima não é bom!
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