quarta-feira, 30 de abril de 2008

Merdades e Ventiras de um Febeapá



A mediocridade não é prerrogativa dos burros, medíocre serve como adjetivo a muitos que se julgam inteligentes. Falo isso com toda a certeza e concordo com Luciano Pires, autor de “Brasileiros Pocotó”.(leiam que é bom)
De um tempo pra cá, todos os meios de comunicação parecem estar sendo usados para praticar o “emburrecimento”, entregando a seus interlocutores, informações mastigadas os privando de fazer o que de mais de necessário existe: Pensar. E porque pensar é importante?. Por que absorvemos conhecimento, estimulando assim um senso crítico que falta na sociedade.
Vamos usar como um primeiro exemplo a Internet, (a bendita internet que veio para facilitar nossas vidas), facilitar em todos os sentidos, a ponto de não precisarmos mais aprender sobre os assuntos propostos, simplesmente damos uma rápida lida –, isso quando lemos – fazemos uma capa e pronto, temos a nota que precisamos.

O maior exemplo de todos é a mídia que nos trás noticias, entretenimento, etc. Enfim, um tesouro que deveria servir para produzir o conhecimento, nos trazer informações importantes, mas parando para analisar me vem uma pergunta: podemos culpar a mídia pela falta de consistência no conteúdo que ela veicula? Talvez sim, mas temos que dividir as parcelas.

É de suma relevância lembrar que não vivemos mais em uma ditadura e, temos a liberdade para escolher e filtrar o que devemos assistir, contudo, a escolha parece ter sido feita há tempos e o resultado está escancarado para todos verem: milhares de brasileiros com excesso de inteligência incubada. Mais uma prova de que queremos consumir superficialidade, o conteúdo de difícil entendimento é descartado e os Febeapás e essas merdades e ventiras invadem o espaço deixado nas lacunas que continham o que realmente nos assusta: o compromisso, a qualidade e a densidade (ou o que você preferir).

Deixando o “créu” de lado e voltando ao que realmente importa, até nas nossas manias de culpar o presidente pela situação do País, o prefeito pelas enchentes, vemos que corremos de uma responsabilidade que também compete a nós mesmos, porque é muito fácil acarretar “outros” com os problemas que poderíamos ajudar a resolver não é mesmo?

É massivo ter de “bater na mesma tecla”, mas é necessário colocar na mente das pessoas que não devemos aceitar a manipulação, devemos é questionar nossos valores, nossa ética e deixarmos de ser marionetes nas mãos de marqueteiros que se baseiam numa troca injusta onde só eles ganham o que desejam.

Atualmente com todas as ferramentas que possuímos, podemos fazer uma escolha não só consciente, mas justa de quem nos representa no poder, do que assistimos, lemos e ouvimos. E isso não é impossível, afinal o brasileiro nunca desiste.

Thyago Furtado

Nenhum comentário: